sábado, 17 de setembro de 2016

Review: A Guerra dos Tronos

A Guerra dos Tronos A Guerra dos Tronos by George R.R. Martin
My rating: 5 of 5 stars

Nunca havia prestado atenção que Guerra dos Tronos era apenas o primeiro livro da série As crônicas de gelo e fogo, os trailers da série da HBO me assustavam um pouco, mas o título me convidava, prefiro ler os livros do que ver os filmes ou séries de TV, principalmente depois da amarga experiência com a série Dexter, onde os livros são infinitamente melhores que a série da TV. Resolvi ler A guerra dos tronos decidido a não continuar com a série, apenas lê-lo como um livro autônomo.
Há! Quem disse que dá para parar agora? Já comprei os outros quatro livros e vou devora-los em cada minutinho de tempo livre que tiver.
Preciso muito saber o que acontecerá com meus dois personagens preferidos, Lorde Snow e seu lobo gigante fantasma e principalmente da melhor de todas Daenerys e seus dragões.
Começo hoje, dia 17 de setembro de 2016 a ler o segundo volume, A fúria dos reis.

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segunda-feira, 12 de setembro de 2016

Review: Pedra no Céu

Pedra no Céu Pedra no Céu by Isaac Asimov
My rating: 5 of 5 stars

Imagine a seguinte situação, você vem calmamente andando na rua de seu bairro, pensando na vida e de repente num piscar de olhos é transportado para o mesmo ponto, só que milhares de anos no futuro? Que tal? Foi o que aconteceu com Joseph Schwartz um alfaiate aposentado de maios de 60 anos que vê sua vida virar de ponta a cabeça e um tempo onde nada lhe era comum, nem a língua inglesa e nem os costumes das pessoas. Este é o enredo do livro de estreia na ficção cientifica de Isaac Asimov, uma especie de previa da Fundação. Este livro escrito no final dos anos 1940 mostra o estilo que deixaria marca no estilo de escrever de Asimov.
Há um capitulo que descreve uma partida de xadrez, emocionante, mesmo sendo uma descrição de uma partida de xadrez. Vale a pena ler.

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domingo, 11 de setembro de 2016

Review: O Leopardo

O Leopardo O Leopardo by Jo Nesbø
My rating: 5 of 5 stars

Jo Nesbo é um craque da narrativa, do enredo surpreendente com suas reviravoltas e do suspense. O Leopardo é uma aventura do inspetor Harry Hole as voltas com seus pesadelos e com um psicopata frio, cruel e com uma imaginação para criar situações de sofrimento e angustia inimagináveis para suas vitimas. O livro vai crescendo em cada página te levando para uma conclusão. Então você se situa na posição do livro e imagina que não é possível que a história acabe assim com tantas páginas ainda por vir, e aí, pimba, tudo vira e o pobre do Harry Hole tem que começar quase do zero e enfrentar ciladas e armadilhas da mente e do psicopata. Há duas passagens descritivas de situações que as vitimas e o próprio Hole passam que são sufocantes e angustiantes. Vou ler outros livros do autor, disso tenho certeza.

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terça-feira, 2 de agosto de 2016

TRÓPICOS UTÓPICOS


Confesso que nunca li um livro do Eduardo Giannetti antes, certa noite ao ver o Globo News, calhou de haver uma entrevista dele com Mario Sergio Conti no programa Diálogos onde a pauta era o Brasil e a sua tendência a copiar o padrão civilizatório ocidental, não tenho nada contra isso diga-se de passagem, apenas concordo que podemos ter nosso próprio modelo uma vez que somos um pais culturalmente amplo em suas raízes. A entrevista basicamente introduzia o novo livro do Giannetti, Trópicos Utópicos. Gostei muito da entrevista e fiquei curioso em ler o livro o qual adquiri na primeira oportunidade.

O texto é bem diferente do que eu imaginava, minha expectativa era uma longa crônica sobre o Brasil atual e suas mazelas, embora para isso não precisemos de livros novos, basta ver a TV, ler o jornal ou surfar pelas mídias sociais que lá estão, em tecnicolor brilhante, toda a patifaria que convivemos no atual ambiente sócio politico e cultural em Pindorama. Honestamente não aguento mais olhar a cara dos senhores de Brasília criando subterfúgios jurídicos para esconder a cara de pau, desculpem, sai fora do tópico.

Voltando ao livro, o argumento é composto de 124 pequenos textos, as vezes não mais que uma frase, mas no máximo duas ou três páginas, cobrindo tudo, literalmente tudo, desde um pouco de sociologia, e até historia do Brasil e do mundo, principalmente Europa e o que conhecemos como Estados Unidos e seu American Dream. Há explicação e pensamentos sobre diversos pontos entre eles, escravagismo, religião, carnaval, dinheiro, trabalho, felicidade, fertilidade e até uma reflexão sobre a diferença entre a américa saxônica colonizada pelos ingleses e a américa ibérica colonizada pelos espanhóis sem esquecer, evidentemente, dos portugueses.

Por falar nisso, o português do Giannetti esta longe das ruas, mas é compreensível e rico, sua leitura enriquecerá seu vocabulário, coisa que a maioria dois brasileiros não dá a mínima atualmente. Tudo classificado em 4 partes, eu pessoalmente não entendi exatamente o motivo desta divisão, mas não faz diferença, talvez tenha que ler o livro novamente no futuro para entender isso.

No texto de número 123 intitulado de “Sonhar o Brasil”, Giannetti provoca a reflexão: “ Faz sentido a ideia de uma civilização brasileira?…devemos nos resignar à condição de imitação desastrada…do modelo que nos é incutido pelo mundo rico…” e finalmente no último texto, o de número 124 ele afirma: “A questão respondida. – “Tupi or not Tupi that is the question” – propõe a conhecida fórmula antropofágica. “Tupi and not tupi” – eis a possível resposta.



A contra capa do livro é escrita por Caetano Veloso onde o mesmo diz sobre o livro: “…É uma redescoberta do Brasil que aguça a cabeça e comove o coração.”
A edição da Companhia das Letras é primorosa em capa dura e em formato dos livros antigos, que adoro, há até uma fita marcadora de páginas, a obra conta com 210 páginas com uma seção robusta de notas explicativas.

Vale a pena ler, reler e pensar muito sobre o futuro de nosso país e de nossa gente com o farto material nos presenteado por Eduardo Giannetti.

Este é o 36º livro que li este ano de 2016, e um dos melhores até o momento.


Capa

contra capa com texto de Caetano Veloso

Miolo ricamente encadernado valorizando o texto



Como a vida pode ser tão boba, quando nos desligamos da realidade...


Costumo ver filmes no Netflix, porque  é fácil de escolher, há uma variedade incrível e posso ir e voltar quantas vezes desejar até me cansar. Gosto de ver e rever os filmes até entender e esclarecer o que quero ou não vejo nem dez minutos e já deixo pra lá e vou buscar uma outra alternativa.

Poster original do filme O último Guarda Costas

Esta semana comecei a ver um filme sem pretensão chamado O último Guarda Costas ou London Boulverad no original, primeiro o escolhi pelo ator, o irlandês Colin Farrel, ele sempre faz bons filmes de ação bem ritmados e com garantia de uma boa diversão, no decorrer dos primeiros quinze minutos descobri que a atriz inglesa Keyra Knightley também estrelava o filme e fiquei mais feliz ainda, porque ela também só atua em bons filmes. 

A expectativa de uma boa diversão foi aumentando enquanto a historia se desenrolava, mas o meu sexto sentido me avisava que alguma M... iria acontecer e aconteceu, a historia se baseia em um ex detento recentemente solto, ainda em condicional vivendo pacatamente atras de uma vida nova e honesta. Os ex companheiros o cercam e tentam envolve-lo na antiga vida, a ele é oferecido um emprego de faz tudo a uma atriz reclusa com síndrome do panico que mora em uma mansão cheia de carros de luxo, obras de arte e dinheiro que chama a atenção de um chefão do crime, há ainda problemas com a irmã mal carater e por ai vai. Uma coleção imensa de personagens marcantes cada um com seu papel bem direcionado. 
David Thewlis
Vai aqui uma menção especial a atuação de David Thewlis como o viciado Jordan, um ex ator e produtor em desgraça com a própria vida que rouba a cena toda vez que aparece.

Há muitas cenas de tirar o folego e naturalmente como bom romântico comecei a torcer pelo casal que se apaixona durante a primeira metade do filme.

Mas, ai a coisa complica, não vou dar spoiler aqui, mas o final é um soco no estomago e, bem, eu não gostei, fiquei olhando os créditos do filme aparecerem sem acreditar que o enredo iria realmente acabar daquele jeito.

Conclusão, o filme é muito bom, os atores são excelentes, mas o final é péssimo.
Mas valeu a pena te-lo visto, foi uma boa diversão.

Caso queira saber mais sobre filme acesse aqui

veja o trailer aqui




terça-feira, 26 de julho de 2016

Review: Pequenos passos para mudar sua vida

Pequenos passos para mudar sua vida Pequenos passos para mudar sua vida by Robert Maurer, Ph.D.
My rating: 5 of 5 stars

Geralmente quando estou em aeroportos, meu local preferido é a livraria, sou capaz de ficar horas olhando os livros, folheando, fotografado suas capas para não esquecer de procura-los quando estou na fase de comprar um livro novo e por ai vai.
Ao ver este livro não me entusiasmei muito, não gosto muito de livros de auto ajuda, mesmo assim peguei-o e ao abrir suas páginas me deparei com este texto: "Se minha saúde fosse prioridade para mim, o que eu estaria fazendo de forma diferente do que faço hoje?". Esta pequena frase me fez folhear o livro com interesse redobrado e acabei por compra-lo, mesmo sem precisar de um livro novo no momento. Li o livro rapidamente em cinco noites após o trabalho e até já coloquei em prática algumas das ideias. Já conhecia o método kaizen de outros textos, mas nunca imaginei que este método criado no final da segunda guerra mundial pudesse ser aplicado a qualquer coisa na nossa vida, literalmente a qualquer coisa.
Quer ver uma coisa simples e boba que já implantei e está funcionando? Fazer um minuto de exercício antes de dormir e ao acordar, qualquer exercício, correr no mesmo lugar por exemplo, isto está me fazendo sair do marasmo e da preguiça. Vou manter este livrinho em minha cabeceira por algum tempo e ver se consigo aprender mais algumas coisinhas de um minuto com ele. Quem sabe descubro uma forma consistente de emagrecer.

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Review: Que Loucura!

Que Loucura! Que Loucura! by Woody Allen
My rating: 5 of 5 stars

Eu simplesmente adoro Woody Allen, sou seu fã desde pequenino, quando assisti seu filme "tudo que você sempre quis saber sobre sexo, mas teve medo de perguntar", fiquei fã do cara, eu tinha uns 16 ou 17 anos nesta epóca. De lá pra cá, tudo que Woody Allen faz eu assisto ou leio. Considere que o humor dele é extremamente ácido e visceral, ele não tem pena de você, derrama toda sua experiência e cultura em cima de seu texto e você que se vire para entender, as vezes é difícil, mas eu me derreto de rir com seus textos. Achei este livro por acaso na livraria do aeroporto de Confins em BH, e li quase todinho no avião entre BH e Vitória do ES, deixei apenas dois dos contos para mais tarde para poder degustar um pouco mais e valeu a pena, ontem a noite (de 25 para 26 de julho) li os dois últimos textos do livro, e o penúltimo: "Um passo gigantesco para a humanidade" que trata da manobra anti engasgo conhecida como manobra de Heimlich (para saber mais, visite: https://pt.wikipedia.org/wiki/Manobra...) é de matar de rir. Seja você fã ou não de Woody Allen, leia este livro, se você gosta de textos de humor inteligentes e sarcásticos, porem de extremo bom gosto, você não deve perder este livro.

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